quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O requinte da simplicidade!



                                                              *Foto: Susan Ferreira

Não era aniversário de ninguém, tampouco uma data a se comemorar...era dia de finados!
Para alguns, mais um feriado qualquer, para outros o dia em que a saudade fica mais latente no coração!
Temos a mania de arrumar a mesa, usar a melhor louça e preparar o melhor cardápio quando recebemos visita (não que elas não mereçam), mas devemos dar também o nosso melhor aos que estão ao nosso lado, dia a dia!

Brindar o cotidiano com um sorriso ou mesmo o estar ali...

Servir uma sopa de feijão como se fosse ceia de Natal...pela riqueza de seu significado.

O simples pode ser requintado quando a intenção e o sentimento são mais valiosos do que aquilo que se vê...VALE O QUE SE SENTE!

Fica aqui minha homenagem aos meus entes queridos que se foram...mas deixaram ainda mais vivo o amor ao próximo!

Obrigada pela noite de ontem Rato e Kauana! Que me fazem enxergar a vida (e a morte) com outros olhos!

domingo, 16 de outubro de 2011

A sua corda é de valor!!!






"Escute aqui seu jogador, a sua corda é de valor!"

Esta música é bem conhecida na roda de capoeira, mas penso que poucos capoeiristas se deram conta do significado de tal mensagem.
Não importa o segmento que se siga, tampouco a nomenclatura que se dê a um símbolo (corda, cordel, lenço de seda...), a questão é o significado que tal símbolo carrega.
A corda não serve para segurar o abadá, muito menos para servir de adorno...este símbolo vem carregado de significado e valor (para quem usa, e para o segmento ao qual representa).
Não podemos julgar o capoeira pela cor da sua corda sem conhecer seu sistema de graduação. A corda que se usa "demarca" que estágio o capoeirista está...o que ficou pra trás e o que está por vir! Pelo menos é assim que se espera!
A corda que se recebe é o reconhecimento do caminho trilhado até o momento pelo capoeirista. Deve servir de incentivo, mas sobretudo de autoavaliação!
Num tom mais poético, podemos dizer que a corda atada a cintura serve para não nos deixar perder e voar ao som mágico do berimbau!
Devemos, com certeza, almejar trocar nossa graduação, mas lembrando que não se muda somente as cores, mas transforma-se o ser capoeirista. É outra etapa que se inicia...
A corda nova tem as cores mais vibrantes que aquela já desbotada e desgastada com o tempo. É o símbolo do recomeço e um lembrete de que se tem muito a buscar...mas esse convite a novas possibilidades tem de ser reconhecido pelo próprio capoeirista e pelo meio em que ele está...senão a corda se resume a um significado...mas não a um valor!

ps: estamos vivenciando na capoeira momentos de promoção e reconhecimento dos capoeiristas, o que me instigou a refletir ainda mais sobre esta simbologia na capoeira - a graduação.
Parabéns a todos os praticantes que despertam em nós motivação e emoção!E fica aí um convite a se pensar se a sua corda é de valor!!

Salve!





quinta-feira, 6 de outubro de 2011

(Re)significando...


Há coisas que nós achamos que já temos entendimento suficiente e caímos na armadilha do fazer por fazer. Mas quando deparamo-nos com outras visões de mundo, temos em mãos a chance de (re)ver e (re)significar as coisas. Buscar o sentido daquilo que se faz e acredita, nos dá suporte para continuar, mas sobretudo nos prepara para fazer ainda melhor...se já era bom, agora pode ser excelente!!!

Se feito com AMOR, as coisas tornam-se ainda melhores e mais VERDADEIRAS!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Tudo diferente


Todos os caminhos trilham pra gente se ver
Todas as trilhas caminham pra gente se achar, viu?
Eu ligo no sentido de meia verdade
Metade inteira chora de felicidade.

A qualquer distância o outro te alcança
Erudito som de batidão
Dia e noite céu de pé no chão
O detalhe que o coração atenta.

(...)
Não sei, mas sinto uma força que embala tudo
Falo por ouvir o mundo, tudo de um jeito diferente bate."

(André Carvalho)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

"Às vezes parecia que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos tão certo,
Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais
Faríamos floresta no deserto
E diamantes de pedaços de vidro.

Mas percebo agora
que teu sorriso
vem diferente
Quase parecendo te ferir.

Não queria te ver assim
Quero a tua força, como era antes.
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada.

Às vezes parecia que era só improvisar
E o mundo então seria um livro aberto,
Até chegar o dia em que tentamos ter demais,
Vendendo fácil o que não tinha preço.

Eu sei é tudo sem sentido.
Quero ter alguém com quem conversar
Alguém que depois não use o que eu disse contra mim.

(...)tenho o que ficou
E tenho sorte até demais
Como sei que tens também."

*Andrea Doria (Legião Urbana).

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A beleza do dia cinza!

* Foto: Susan Ferreira

E num dia nublado como o de hoje, com uma chuvinha que insiste em cair delicadamente nas folhagens e nas costas dos desprevenidos e desavisados, é ela quem me convida a ficar debaixo das cobertas. Mas um tanto incomodada com a penumbra em plena luz do dia, causada pela cortina escura e fechada, resolvi abrir uma fresta, na tentativa de iluminar um dia que passava de cinza para preto, ou marrom...sei lá! E eis que tudo que vi foi essa imagem aí, que não hesitei em registrar...tamanha sua simplicidade e beleza, bem ali, colada na minha janela, anunciando que nem tudo é tão triste assim!
Do lado de dentro, vem lá da sala o tom que faltava...música popular brasileira! Ah como é bom abrir as cortinas, a janela e o coração!! :)

sexta-feira, 8 de julho de 2011