quarta-feira, 10 de agosto de 2011

"Às vezes parecia que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos tão certo,
Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais
Faríamos floresta no deserto
E diamantes de pedaços de vidro.

Mas percebo agora
que teu sorriso
vem diferente
Quase parecendo te ferir.

Não queria te ver assim
Quero a tua força, como era antes.
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada.

Às vezes parecia que era só improvisar
E o mundo então seria um livro aberto,
Até chegar o dia em que tentamos ter demais,
Vendendo fácil o que não tinha preço.

Eu sei é tudo sem sentido.
Quero ter alguém com quem conversar
Alguém que depois não use o que eu disse contra mim.

(...)tenho o que ficou
E tenho sorte até demais
Como sei que tens também."

*Andrea Doria (Legião Urbana).

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A beleza do dia cinza!

* Foto: Susan Ferreira

E num dia nublado como o de hoje, com uma chuvinha que insiste em cair delicadamente nas folhagens e nas costas dos desprevenidos e desavisados, é ela quem me convida a ficar debaixo das cobertas. Mas um tanto incomodada com a penumbra em plena luz do dia, causada pela cortina escura e fechada, resolvi abrir uma fresta, na tentativa de iluminar um dia que passava de cinza para preto, ou marrom...sei lá! E eis que tudo que vi foi essa imagem aí, que não hesitei em registrar...tamanha sua simplicidade e beleza, bem ali, colada na minha janela, anunciando que nem tudo é tão triste assim!
Do lado de dentro, vem lá da sala o tom que faltava...música popular brasileira! Ah como é bom abrir as cortinas, a janela e o coração!! :)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Meu primeiro quarto.



Ah gente, qual foi o adolescente que nunca sonhou em ter um quarto só pra si?? Ainda mais quando se tem irmãos ou irmãs para dividir o quarto! Eu, na verdade, nunca dividi meu quarto com meus irmãos, mas dividi durante um tempo com minha Avó (que agora está no céu). Mas até aí tudo bem, embora ela implicasse com minhas colchas coloridas e com minhas amigas! Tadinha, a essa altura da vida ela queria um pouco de tranquilidade! Porém, isso nunca me incomodou muito não...o que me incomodava era o acesso livre que meus irmãos tinham a meu quarto! Ahhhh, uns intrusos que adoravam mexer nas minhas coisas! Meu sonho de consumo era ter um quarto com chave! Isso mesmo! Quando meu pai reformou nosso ap, ganhei um quarto novo, e com trancaaaaaaaa! Nossa que maravilha! Agora eu podia sair de casa despreocupada se eles iriam mexer nos meus armários com absorventes pra rir de mim (que coisa tola!), ou se iriam mexer nos meus vinis do Nirvana! Além do que, meu diário (que na época eram aquelas agendas gordas esturricadas de papel de bala, bombom, ingresso, bilhete dos amigos e amigas e das paqueras), estaria tudo a salvo das mãos destes curiosos!


Fiquei um pouco nostálgica ao ler uma crônica que fala justamente disso! Ter um quarto só seu!!!




Segundo a autora da crônica que li, poucas são as crianças que desde bebê tem um quarto só para elas.Se bem que, nos dias atuais isso é bem mais comum, já que os casais optam por ter um único filho (tipo eu assim). Mas, seguindo em frente com as colocações dela, ela revela exatamente o sentimento de ter um quarto só seu! A única vantagem boa de dividir o quarto com os irmãos, eram aqueles momentos em que se apaga a luz, e os monstros da nossa imaginação saem de trás da cortina ou debaixo das nossas camas! Mas como ela diz, as crianças crescem,e a necessidade de isolamento também...PRIVACIDADE, sabe como? Negociar as partes do guarda roupa e da gaveta de calcinhas, vá lá...agora, dividir as paredes nas quais queremos os pôsteres de nossos ídolos já é demais!



"O primeiro quarto é como se fosse nosso primeiro lar!" Você é que manda no pedaço, sacou? Abre a janela a hora que quiser, recebe as amigas pra devorar caixa de bis, escuta seu som, escreve cartinha sem ter alguém por trás bisbilhotando, pode até deixar uma luzinha acesa para ler um pouco antes de dormir, dançar na frente do espelho e dormir só de calcinha. Esse quarto "torna-se um lugar para exercer algo sobre o qual você já ouviu comentários entusiasmantes, porém nunca havia experimentado: LIBERDADE. Seu quarto é seu refúgio dentro da sua própria casa...é seu direito ao recolhimento, não o tempo inteiro, mas quando for necessário e tantas vezes é. Um lugar para chorar. POUCOS SÃO OS QUE TEM PRIVACIDADE PARA FICAR TRISTES. Neste mundo de vigília e patrulha constantes, é um luxo poder sofrer sem ter ninguém nos observando.



O primeiro quarto é nosso primeiro palco - e é bastidor ao mesmo tempo! *Adoro isso!!!!


É onde ensaiamos a vida que encenaremos mais adiante. No quarto testamos vários figurinos, nos maquiamos, criamos novos penteados, cantamos (...) Nosso quarto é nossa fronteira aberta, nossa zona de travessia, realidade e imaginação convivendo em paz, livres de diagnósticos rígidos: ninguém aqui é louco, apenas artista.


E o melhor de tudo isso é que por trás da cortina não há mais bicho papão, e a solidão é muito bem vinda!"




Ao ler este texto me vi nele em vários momentos. Agora vejo minha filha, que faz de tudo para personalizar seu quarto, ainda que as paredes se pareçam com as de uma rádio pirata, e suas bagulhadas se misturam nas prateleiras parecendo um bazar, ela faz do seu quarto a sua maneira de ser...


Eu me rendo aos textos de Martha Medeiros, autora desta crônica, ainda que seus textos sejam simples, mas de significativa realidade.


quinta-feira, 30 de junho de 2011

RAIN.



"Estas são as estações da emoção
E como os ventos sobem e descem
Esta é a maravilha da devoção
Eu vejo a tocha que todos nós devemos possuir
Este é o mistério do quociente
Em todos nós, um pouco de chuva deverá cair"




(trecho traduzido da música: The rain song de Led Zeppelin)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

CAPOEIRA E EDUCAÇÃO.



A capoeira dentro do contexto escolar, utilizada como ferramenta educacional ainda está engatinhando.Muitos avanços foram conquistados e nos últimos 30 anos muitas mudanças ocorreram de acordo com a demanda da sociedade. Se antes a capoeira era inserida nas escolas com o propósito de atividade física, hoje ela vai muito além deste aspecto, que é a formação integral do indivíduo. Hoje a capoeira tem compromisso com a formação de valores do indivíduo, bem como o seu reconhecimento e valorização pertencente a uma cultura, no caso, a afro-brasileira. A capoeira atualmente é ensinada como cultura, e todo o seu valor histórico contribui para a cidadania do indivíduo, conscientizando-o do seu papel transformador na sociedade, além do encontro com sua identidade.

A literatura sobre capoeira é bastante vasta, e muitos estudos trazem à tona a importância e os benefícios de se incorporar a capoeira dentro das instituições de ensino. Embora esta prática seja considerada não formal, ela não escapa da sistematização de ensino e traz em seu bojo objetivos claros que vão para além de uma prática espontânea e improvisada. Por isso, quero chamar a atenção dos educadores e educadoras de capoeira, a repensarem sua prática. Não podemos nos limitar a um discurso que valorize a capoeira na escola somente como atividade lúdica, quando ela é muito mais que isso: ela contribui na formação do indivíduo, e que portanto, não podemos pensar somente em como ensinar, mas sobretudo, investigar como que o aluno aprende.

Nestes meus 16 anos de experiência com capoeira na educação infantil, me peguei pensando em como os discursos se inverteram; pois os profissionais da educação já reconhecem a capoeira como ferramenta educacional, e fundamentam seu discurso melhor que muito capoerista por aí!

Cabe a nós educadores e educadoras de capoeira buscar conhecimentos que agreguem a nossa formação capoeirística elementos que fundamentem nosso discurso, e sobretudo nossa prática. Que a capoeira contribui com a educação todos (capoeiristas ou não) já sabem, agora nos resta buscar o COMO fazer o ensino desta arte com qualidade. Por isso, a busca tem de ser constante, e a prática um inesgotável campo de reflexão!