segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Mensagem...


"Coruja não fala, mas presta a atenção!!"

"Tocando em frente"


"Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso, porque já chorei demais.

Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe, e só levo a certeza de que muito pouco eu sei.Eu nada sei ...

(...)É preciso amor pra poder pulsar.

É preciso paz pra poder sorrir.
É preciso a chuva para florir.

Penso que cumprir a vida, seja simplesmente compreender a marcha, ir tocando em frente.

Como um velho boaideiro levando a boiada eu vou tocando os dias pela longa estrada...eu vou...estrada eu sou!

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora.

Um dia outro chega, o outro vai embora.

Cada um de nós, compõe a sua história.

Cada ser em si carrega o dom de ser capaz.E ser feliz ...

Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso, porque já chorei demais."


(Almir Sater)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

ESPIRITUALIDADE.


Talvez eu possa definir uma Força Maior que rege em mim, por espiritualidade. Não tenho religião, embora tenha me criado em um ambiente de práticas e crenças evangélicas. No decorrer da vida fui percebendo e sentindo outras coisas... Por que é que a sociedade discrimina quem não tem religião? Temos o livre arbítrio de crer ou descrer no que bem entendemos. Tem gente que até mente ser de tal religião pra não ser discriminado. Eu não! Não sigo uma religião específica, tampouco creio em dogmatismos.

Também não quero ficar me explicando, isso é apenas um desabafo.


Por esses dias iniciei a leitura de um livro indicado por uma grande amiga. Ao percorrer as primeiras páginas, a autora descreve DEUS e a maneira com que exerce sua fé. Suas palavras são simples e claras, e que portanto, faço das palavras dela as minhas:


"(...)deixem-me explicar primeiro porque uso a palavra Deus, quando poderia muito bem usar as palavras Jeová, Alá, Shiva, Brahma, Vishnu ou Zeus. Ou então, eu poderia chamar Deus de "Aquilo", que é como fazem as antigas escrituras em sânscrito, e que considero traduzir bastante bem a entidade onipresente e inominável que algumas vezes já vivenciei. Mas esse "Aquilo" me parece impessoal - uma coisa, não um ser-, e eu própria não consigo rezar para um "Aquilo". Preciso de um nome de verdade, para sentir totalmente que existe alguém presente. Pelo mesmo motivo, quando rezo, não ofereço minhas preces ao Universo, ao Grande Vazio, à Força, ao Ser Supremo, ao Inteiro, ao Criador, à Luz, ao Poder Maior, nem mesmo à mais poética das manifestações do nome de Deus, tirada, acho eu, dos evangelhos gnósticos: "A Sombra da Virada". Não tenho nada contra nenhum desses termos. Sinto que são todos equivalentes, porque são todos descrições igualmente adequadas e inadequadas do indescritível. Mas todos nós precisamos de um nome funcional para essa indescritibilidade, e "Deus" é o nome que me soa mais caloroso, então é ele que uso. Eu deveria confessar também que geralmente me refiro a Deus como "Ele", o que não me incomoda porque, a meu ver, trata-se somente de um pronome pessoal que facilita as coisas, não de uma descrição anatômica precisa ou de um motivo para revolução. (...)Embora eu ache que escrever o pronome em letra maiúscula seja um toque a mais, uma pequena gentileza na presença do divino. Culturalmente, embora não teologicamente, sou cristã. (...)E, embora eu de fato ame aquele incrível professor da paz chamado Jesus, e embora me reserve o direito de me perguntar em determinadas situações difíceis o que de fato Ele faria, não consigo engolir a regra fixa da cristandade que insiste que Jesus é o único caminho para Deus. (...)

Tradicionalmente, sempre me senti tocada pelos místicos transcendentais de todas as religiões. Sempre reagi com admirada animação a qualquer um que já tenha dito que Deus não mora em uma escritura dogmática, nem em um trono distante no céu, mas que ele está muito perto de nós - muito mais perto do que podemos imaginar, respirando através dos nossos próprios corações. (...) Deus é uma experiência de amor supremo." (Elizabeth Gilbert).


Ao ler tais descrições dessa autora, reafirmei minha opinião sobre Deus, de que não importa o nome que Ele tenha, tampouco a maneira como é louvado, seja na reza, na oração, no rito, na prece, na missa, no culto, etc. Busco a Força Maior, que também chamo de Deus, todos os dias, em todas as situações e em todas as pessoas, já que creio que Ele mora em nossos corações, e se faz presente em nossas atitudes de praticar o bem e propagar o AMOR. Meu templo é a VIDA e a natureza.

Fica aqui meu respeito a qualquer tipo de religião ou outro meio de buscar Deus, desde que seja para o bem, em busca de PAZ de espírito.


E já que estamos findando mais um ano, desejo à todos que o próximo seja repleto de paz de espírito, serenidade, amor no coração, luz para as realizações, saúde e fé por dias melhores! FELIZ ANO NOVO!!




quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Berimbau tá me chamando...


Esse ano de 2010 estive um tanto distante do mundo da capoeira,por razões pessoais e profissionais em que a escolha me levou a outro caminho, no qual, sem a menor dúvida, me enriqueceu muito nas aprendizagens que adquiri, e sobretudo nas amizades que construí. Este ano também marcou a realização de um sonho: concluí o curso de PEDAGOGIA, no qual escolhi por conta da capoeira. Foi ela, a capoeira, que me instigou (e cobrou) a aperfeiçoar-me. Neste último ano de curso na universidade, experenciei um laboratório riquíssimo, a sala de aula. Assumi uma turma de maternal I na escola Interpares, sob a sede e vontade de colocar em prática o que aprendi na Pedagogia, e ainda, beber a educação direto da fonte. Foi uma experiência incrível (e inesquecível!!).

Mas, profissionalmente falando, nunca tive outra experiência que não fosse na capoeira. Meu primeiro e único emprego desde que eu tinha 14 anos. Sempre atuei no ambiente escolar, e por ser assim, me reconheço educadora desde então. Este ano também marca meus 15 anos de história na capoeira e na Kauande. Embora um tanto distante da capoeira, como já escrevi anteriormente, não estive ausente, porque nunca deixei de pensar nela, e contribuir de alguma forma. O distanciamento me fez aprender sob outros ângulos. Capoeira também se aprende fora da roda, e pude observar o movimento que nela ocorre, ainda que sem chão, ainda que sem som!

O distanciamento me fez buscar outros olhares, não menos importante de quem tá lá...descalço ao pé do berimbau. O abadá não foi o uniforme de trabalho, tampouco o berimbau a fonte de ganhar o pão de cada dia, mas a capoeira foi a força ancestral do cotidiano. Os sábios mestres já diziam: a capoeira é ensinamento pra vida! De fato, apliquei rasteira e esquivei-me sob outras situações. O olhar tem de estar atento a tudo, mesmo que se esteja de ponta cabeça.

E na linguagem dos capoeiras, faço minha leitura do que vivenciei no decorrer deste ano... dei a "volta ao mundo", e estou agachada ao pé do berimbau: pronta pro jogo outra vez!


Sei que não se pode ter tudo na vida, e que portanto temos de fazer escolhas...BERIMBAU TÁ ME CHAMANDO! EU VOU...